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Contextualizando os problemas da Arena

Antes das críticas é preciso colocar todo um contexto para que o cenário esteja todo encaixado e assim as críticas ganharem peso. Esse deveria ser o raciocínio de todos, principalmente dos jornalistas que vão contar uma história. Não tem como falar da Copa do Mundo de 1978 sem falar que a Argentina, e a América Latina, vivia um periodo de ditadura militar. Essa contextualização colabora para uma melhor compreensão dos fatos.

Não podemos ignorar alguns pontos antes de falar dos problemas que a Arena enfrentou no último sábado quando foi inaugurada em uma partida entre Grêmio e Hamburgo. Antes de tudo é preciso compreender o ato político. Paulo Odone, presidente do clube é também deputado estadual e um dos idealizadores do projeto. Como não será o presidente na próxima temporada precisava participar da inauguração de alguma maneira, para isso o evento foi marcado, com antecedência, para essa data.

Os problemas internos, aqueles que não apareceram na televisão, como acessos bloqueados, banheiros interditados, etc. foi amplamente comentado pelos profissionais de imprensa que lá estiveram. Teve poucos problemas que podemos ver pela televisão, o principal deles é a condição do gramado, precário nas laterais do campo.

Foto: Divulgação/ Grêmio

Todos esses problemas são compreensíveis já que a obra não está completamente acabada. E isso, esse detalhe, relativiza todos esses problemas. O evento de sábado foi político e também serviu para testes. O gramado, por exemplo, foi plantado poucas semanas antes do confronto. Não ouvi reclamações sobre o acesso ao estádio, um dos meus receios antes do espetáculo. Também não ouvi críticas ao sistema de transporte após o jogo.

Para as pessoas que reclamaram do número de vagas, vale lembrar que nas grandes cidades as pessoas usam o transporte público para ir a eventos como esse. Vale lembrar a final da UCL de 2011 quando as pessoas chegavam de metro no estádio. Não são necessários 12 mil lugares no estacionamento, se as pessoas utilizarem o transporte oferecido pelo poder público.

A festa que inaugurou o estádio foi emocionante e sobre o jogo já foi comentado aqui. Acho que as críticas apresentadas na imprensa alemã foram fortes e faltaram com a contextualização. Estão dando um peso que ela não possui.

@Simulações

Escrito por Thales Barreto

Sou Thales Barreto, 35 anos, jornalista e pós graduado em Influência digital: Conteúdo e Estratégia pela PUCRS, especialista em WordPress e em produção de conteúdo para a web.
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