- Internacional, Opinião

A incessante busca por um lateral direito

                                                                                         Por: Lucas Collar (@lucascollar)

Alguns nomes que já passaram pela lateral colorada | Fotos: Alexandre Lops/Inter
Alguns nomes que já passaram pela lateral colorada | Fotos: Alexandre Lops/Inter

A dificuldade do Inter em encontrar um lateral direito é enorme. Desde a saída do lateral Ceará, campeão da Libertadores da América e Campeão Mundial com Abel Braga, muitos nomes já passaram pelo setor e não conseguiram dar uma resposta. Mais uma janela de transferências se abre e o Inter está novamente em busca de um jogador para curar definitivamente a carência da lateral direita colorada.

Depois de negociar o lateral direito Ceará para o Paris Saint-Germain por cerca de 8 milhões de reais, naquele resto de temporada de 2007, o então técnico Abel Braga, sem maiores opções, teve que mudar o esquema para o 3-5-2, apostando em Élder Granja como ala direito, o que não deu certo. Para temporada de 2008, o Inter resolveu investir no mercado. Contratou o lateral colombiano Bustos, junto ao rival, Grêmio. Mas, novamente a aposta acabou não dando a resposta esperada e com isso veio a perder espaço no elenco colorado.

O time colorado ainda buscou dois novos nomes para o setor: Ricardo Lopes e Ângelo. O primeiro foi contrato junto ao Sertãozinho/SP para disputar posição com Bustos e o volante Wellington Monteiro, que vinha jogando improvisado na posição. Ângelo acabou sendo contrato no meio da temporada, emprestado pelo Paraná, acabou perdendo a posição para Bolívar, que seria titular na conquista da Copa Sul-Americana diante do Estudiantes.

Em 2009, ano do centenário do clube, o Inter precisava resolver a situação da lateral direita para formar um time competitivo e capaz de conquistar títulos num ano importantíssimo na história do clube. Com a conquista do título da Sul Americana no final da temporada 2008, Bolívar começou o ano como titular absoluto da posição, acabou correspondendo no primeiro semestre, inclusive conquistando o título gaúcho de forma soberana, além de dois vices campeonatos: Copa do Brasil e Recopa. Porém, Bolívar preferia atuar na zaga e foi atendido pelo técnico Mário Sérgio, que acabou abrindo espaço para Danilo Silva. O novo titular fez grandes atuações e contribuiu muito para que o time chegasse até a última rodada do Brasileirão com chances de título, o que acabou não acontecendo.

Em 2010, o Inter voltou a disputar a Copa Libertadores depois de 3 anos sem participar do torneio. Era extremamente necessário reforçar o time. Novamente, dois jogadores da posição chegaram: Bruno Silva e Nei. O primeiro, jogador uruguaio indicado pelo então técnico, Jorge Fossati. Bruno Silva tinha passagens pela seleção uruguaia e foi contratado junto ao Ajax. Por outro lado, Nei, foi o jogador que mais perto chegou de suprir a carência, deixada por Ceará.

O lateral contratado depois de uma temporada espetacular pelo Altético/PR, logo assumiu a titularidade, com a venda de Danilo Silva para o Dínamo Kiev, da Ucrânia. Estreou fazendo um belo gol diante do Emelec na Copa Libertadores e assim seguiu, com boas atuações durante toda campanha vitoriosa na competição.  Mas, com a derrota diante do Mazembe no Mundial Interclubes, muitas incertezas voltaram a rondar o sistema defensivo colorado.

Porém, mesmo com as críticas de boa parte da imprensa e da torcida, Nei iniciou 2011 como titular absoluto. O jogador realizava atuações medianas na Libertadores da América, onde o Inter seria eliminado pelo Peñarol nas oitavas de final e no Campeonato Gaúcho. Mas, durante a disputa da Copa Audi, na Alemanha, o lateral cresceu de produção e acabou até marcando um gol diante do Barcelona. As atuações se repetiram até o final da temporada, onde acabou como peça fundamental do time na classificação para Libertadores da América de 2012.

Na temporada 2012, Nei não conseguiu repetir as boas atuações de 2011. O time acabou eliminado pelo Fluminense nas oitavas de final da Libertadores e não fazia boa campanha no Brasileirão. O então técnico Dorival Jr, muitas vezes, via a solução no volante Élton, como lateral, que também não correspondia à altura. A direção teve de voltar novamente ao mercado,  havia o acerto com o lateral Douglas, porém, uma lesão no púbis, fez o time gaúcho desistir do negócio e acertar a contratação do lateral Edson Ratinho, junto ao Mallorca da Espanha. Ratinho acabou assumindo a titularidade, já que o então titular, Nei, não conseguia acertar sua renovação do contrato com a direção colorada. E novamente,  não correspondeu.

O ano de 2013, começou de forma esperançosa para torcida colorada. A direção acertou a contratação do lateral Gabriel, que estava sem chances no rival Grêmio e de Hélder, que vinha de boas passagem pelo futebol francês. O time ainda acertou a contratação do lateral Ednei, eleito melhor lateral direito do Gauchão. O começo foi promissor, Gabriel fazia excelentes atuações e era responsável por grandes partes das jogadas da equipe, junto com D’Alessandro. Porém, durante a temporada, uma lesão fez com que Gabriel, perdesse espaço e não correspondesse mais. Ednei assumiu a titularidade e não conseguiu dar resposta suficiente, junto com todo sistema defensivo. O ano terminou com Cláudio Winck e Ednei brigando pela titularidade e o Inter para não cair.

2014 recomeça da mesma forma de 2008. Uma busca incessante por um lateral que resolva os problemas da posição, nomes como Jonathan, atualmente na Inter de Milão, Fágner, Léo e Suélliton, são ventilados pela imprensa como possíveis novos reforços. Acredito que são bons nomes, jovens, com experiência, de velocidade e que podem finalmente resolver um problema crônico do time colorado, deixado por Ceará em meados de 2007 e não solucionado pelo inúmeros nomes que já passaram pela posição.

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