- Opinião

Quem Acredita em Papai Noel?

Existe um pensamento que circula na internet, principalmente neste período do ano, de um autor desconhecido que fala:

Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente.

Também concordo, também acredito que quem teve essa ideia é um gênio, ainda mais para nós, torcedores fanáticos por futebol. A cada período de férias do nosso time começamos a sonhar novamente com uma seleção, a cada notícia publicada pela imprensa falando sobre o interesse deste ou daquele jogador, já começamos a imaginá-lo com o nosso manto sagrado, a cada entrevista de jogador do nosso plantel falando da sua vontade em ficar e que vai se empenhar muito porque quer ser campeão aqui já esquecemos todos os passes errados, todas as furadas, todas as derrotas sofridas e damos uma nova chance àquele cara que tanto nos fez sofrer.

Ser torcedor de futebol é meio ser criança e sonhar com o Papai Noel, acreditando que, se a gente pedir com muita força, ele vai te dar aquele craque de presente; e ser meio mulher mal amada: ela tem um cara grosseiro, insensível, desrespeitoso, mas aí ele diz que vai melhorar, pois repensou a relação, e e ela embarca de novo de cabeça, sempre pensando, desta vez vai ser diferente.

Parece meio amargo, né? Mas, não é! Justamente está aí a graça do futebol, na emoção meio infantil, nesse amor mal correspondido, nessa paixão avassaladora que nos dá força para acreditar num final feliz. E, de tanto acreditar, vai chegar uma hora que realmente vai!!

Que venha o 2015, que nos traga emoções, que Papai Noel nos dê um craque e que aquele amor marginal, que tanto nos maltrata, se recupere de vez, se arrependa de verdade e volte pra casa cheio de títulos!!!

Escrito por Fernando Puhlmann

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