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A capacidade física associada às ações do jogador dentro de campo

Por Rogério Santo e Thales Barreto

Élio Carravetta
Foto: Conexão Grenal

Hoje a preparação física no futebol é integrada, diz Élio Carravetta, preparador físico do Internacional, que acaba de participar de evento sobre o assunto na China. “O físico por si só não garante uma boa performance a uma equipe. A metodologia de trabalho está associada cada vez mais às ações específicas do jogo ”, explica. Segundo Carravetta, o trabalho de base como corridas contínuas e funcional, tanto no período de preparação como de regeneração, continua sendo fundamental, porém, hoje, o trabalho físico de impacto está associado às ações motoras durante a partida. Isso ocorre porque hoje a preparação física no futebol se encontra em um período científico com base em uma perspectiva ecológica e cognitiva. “No momento que eu for treinar uma equipe no nordeste, eu respeito a configuração, a estrutura, a cultura daquela instituição, inserida naquele espaço cultural. Se eu for trabalhar uma equipe na Alemanha, eu vou respeitar a estrutura, a história, o contexto cultural da Alemanha e as características individuais dos jogadores que estão à disposição.

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A perspectiva ecológica completa os princípios da preparação física das equipes ao encontrar a perspectiva cognitiva, que se caracteriza por associar o físico com as ações motoras durante o jogo, segundo Carravetta. “O pensamento tem que estar associado às ações motoras, porque trabalhamos com humanos e os humanos pensam. E o futebol hoje depende da percepção, da cognição, do entendimento. O rendimento de uma equipe não é físico por si só. Ele é técnico, é tático, perceptivo, cognitivo, psicológico. E a demanda física está inserida nesse contexto.

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