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2015: O ano que deixou alegrias e tristezas para ambos os lados nos Grenais

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Foto: Autor: Alexandre Lops/ Internacional

O ano de 2015 foi bom para os colorados e também para os gremistas e sem sombra de dúvidas não faltou emoção. O início do ano, no entanto, teve pouco frio na barriga. No primeiro confronto entre os dois times da capital gaúcha, na Arena, a peleia foi grande, mas a partida acabou zerada. No segundo, já na final do campeonato regional, aumentou a expectativa. Afinal, era a primeira partida da decisão, mas calma. Não, não foi como ninguém imaginava. A esperança colorada era vingar o 4×1 do ano anterior, e a esperança gremista era provar mais uma vez que mandava em sua mais nova casa. Nada feito. Outro zero a zero. E poucas coisas são mais frustrantes no futebol do que um clássico terminar zero a zero.

Afinal o que importa no futebol são os gols. Gols!!! Sim, os torcedores estavam com o grito entalado na garganta. Agora seria no gigante da Beira-Rio. O jogo decisivo elegeria o dono do estado, o melhor de todos. Aquele que teria o ano inteiro para gritar “campeão “. A seca gremista não ajudava em nada na pressão. Os tricolores lotaram o espaço dedicado a eles na arquibancada e os gritos, por vezes, abafaram o da maioria vermelha. Na área dedicada a torcida mista: beleza. As torcidas se misturaram e confraternizaram de forma bonita e promissora, dando esperança para o futuro futebolístico do Rio Grande do Sul.

Foto: Alexandre Lops/ Inter

Foto: Alexandre Lops/ Inter

O primeiro gol do jogo veio por parte dos colorados. O estádio explodiu depois que Nilmar dividiu a bola com o goleiro Grohe e levou a melhor logo aos 6 minutos do primeiro tempo. A pelota entrou devagarinho, pelo alto e tocou as redes. Só se ouviu o grito de comemoração da massa vermelha, que queria confirmar a hegemonia no estado confirmando o quinto título consecutivo. Aos 18 minutos o Inter fez outro e mostrou que não era apenas uma vontade, mas um objetivo vencer sem dar esperanças ao adversário. Depois de um atraso de bola errado de Felipe Bastos, Nilmar arrancou como um foguete pela intermediária, entrou na grande área e cruzou para Valdívia cometer o crime. 2 a 0 e a moral tricolor abalada. Nos acréscimos o Grêmio ainda descontou, 2 a 1, mas já era tarde. A vitória foi do Inter e o título ficou com os vermelhos.

O terceiro jogo entre Inter e Grêmio ocorreu depois da eliminação colorada na Libertadores, em 9 de agosto. Depois de chegar a uma semifinal e perder para o Tigres, no México, o Grêmio viu a oportunidade de equilibrar os confrontos do ano. Bem, não foi bem isso que aconteceu. O tricolor patrolou os colorados com uma goleada história de 5 a 0 sem piedade. Sem técnico, os vermelhos colocaram a culpa no interino, mas o espetáculo foi bonito.

Sem qualquer reação, os jogadores do Inter assistiram a partida privilegiadamente (ou não) de dentro do campo. Um ex-colorado foi quem abriu o placar: Giuliano. Lisandro Lopes, do Inter, tentou afastar uma bola cruzada depois de um escanteio, mas o atacante gremista intermediou o passe e chutou forte de fora da área. A bola bateu no poste esquerdo e entrou. Começava o show do Grêmio.

Foto: Lucas Uebel/ Grêmio

Foto: Lucas Uebel/ Grêmio

O segundo e o terceiro gol vieram dos pés de Luan. O segundo entrou depois de uma roubada de bola na intermediária, Luan recebeu o passe ainda fora da área e chutou forte no canto esquerdo. Gol! Sem chances para o goleiro Alisson, do Inter. O terceiro foi numa sobra. Alisson tentou defender o primeiro chute, mas a bola sobrou nos pés do artilheiro, que com calma empurrou a bola para as redes. A torcida já estava enlouquecida. Gritavam e se empurravam nas arquibancadas, como quem tentava confirmar que aquilo não era um sonho. E se desenhava uma goleada.

O quarto gol foi o da confirmação de uma humilhação para os colorados. Mal sabiam eles que tudo sempre pode piorar. Depois de um passe errado, Luan recuperou a bola para o Grêmio e fez lançamento para Fernandinho encarar o goleiro, driblar e chutar para o gol. Réver ainda tentou tirar a bola, mas não houve jeito. Ela entrou no ângulo esquerdo.

O quinto e derradeiro gol gremista foi contra, mas não dá para tirar o mérito tricolor. A jogada foi bonita, e depois de uma bola cruzada na pequena área, o zagueiro Réver, ex-Grêmio e agora também ex-Inter, tentou proteger o gol, mas acabou atacando a própria meta. Estava selada a vitória histórica. Este placar não se repetia desde 1910, o que rendeu muita corneta em cima dos colorados, eliminados da Libertadores e goleados pelo maior rival.

Foto: Divulgação/ Inter

Foto: Divulgação/ Inter

Para recuperar a moral, o Inter ainda tinha uma última chance no ano. Desta vez em casa, pelo campeonato Brasileiro. Era obrigação mostrar que pelo menos ali, no Beira-Rio, não haveria tchãozinho em alusão ao 5 a 0. O jogo foi bom, pegado, como todo Grenal, mas foi dos pés de Vitinho que saiu o gol de alívio colorado. Rodrigo Dourado dividiu a bola na entrada da grande área, se deu melhor que o zagueiro e cruzou para Vitinho chutar no canto direito de Grohe. Ufa! Mas também foi só isso. O jogo terminou 1 a 0 com um gosto amargo para os vermelhos, já que nada se compara a uma goleada quando se fala em clássico no futebol.

Resumindo, o ano foi bom para todo mundo. O Inter confirmou o pentacampeonato gaúcho, o Grêmio recuperou um pouco da moral dos tricolores com uma goleada história e foi uma trova para cada lado. Emocionante! E promissor. Mas o que esperar do confronto deste domingo?! Peleia! Para ambos os lados. E, claro, mais gols! Que seja dada a largada….

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