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A Camisa da Responsabilidade Social

Por Rogério do Espírito Santo e Thales Barreto

Nos últimos anos ter uma atuação com maior responsabilidade social ganhou ainda mais importância. Deixou de fazer parte apenas do campo da ética empresarial e passou a ser uma necessidade latente na sociedade contemporânea por causa de pautas como o aquecimento global, a inclusão de pessoas desfavorecidas economicamente, a preservação do meio ambiente, a qualidade de vida nas grandes cidades, a violência, entre outros assuntos que permeiam nossas vidas nos dias de hoje.

Responsabilidade social não é – ou não deveria ser – uma forma de criar uma imagem politicamente correta para organizações como empresas ou clubes de futebol. É uma ferramenta para formar valores na prática, com ações para compartilhar conhecimentos, experiências e projetos com potencial de melhorar a vida das pessoas, a comunidade local, a qualidade de vida nas cidades onde vivemos, criar oportunidades para formar cidadãos melhores, com mais inclusão social e consciência ambiental. Resumidamente, responsabilidade social é uma ferramenta de transformação, não de política e status quo.

E qual o posicionamento da Dupla Grenal nesse contexto? Conversamos com diretores de Grêmio e Internacional para saber como andam as ações de responsabilidade social e encontramos um campo em desenvolvimento, com excelentes projetos de engajamento com a comunidade local no caso do Grêmio e com consulados que realizam ações solidárias e participativas, espalhados pelo Estado e até pelo mundo no caso do Inter. Para você amigo do Conexão Grenal vamos falar agora um pouco mais sobre a responsabilidade social na Dupla. Além de apreciar o que vem sendo feito nós damos uma dica: pense com o coração de torcedor sobre como você gostaria que a responsabilidade social fosse utilizada pelo seu time. Que proporções você gostaria que tomasse? O Internacional poderia mudar a sua vida ou da comunidade onde você mora? O Grêmio poderia utilizar a ações de responsabilidade social para ajudar a formar pessoas melhores? Acreditamos que sim. E mais que isso. Nossa matéria nos mostra que você pode participar dessas conquistas.

Na opinião do Grêmio responsabilidade social é um caminho longo

O assunto responsabilidade social entrou em debate no Grêmio no início da segunda gestão do presidente Fabio Koff. Segundo Evandro Krebs, da atual Diretoria do Departamento de Responsabilidade Social, já haviam ações, mas não havia um setor que cuidasse desse assunto formalmente. No final de outubro de 2014, já no término da gestão Koff, Krebs teve uma conversa com Romildo Bolsan, candidato à presidência do clube na época. Na ocasião ficou decidido, por vontade do atual presidente, que a criação de um Departamento de Responsabilidade Social seria prioridade em sua gestão.

Evandro Krebs, assessor da presidência do Grêmio para Responsabilidade Social. Foto: Thales Barreto/ Conexão Grenal

Para efetivar o projeto, o Grêmio ampliou as fronteiras. “Nós realizamos um estudo na área junto ao Palmeiras, Cruzeiro, Atlético Paranaense, Barcelona, Benfica e Real Madri, para formar o nosso departamento no Grêmio”, diz Krebs. Segundo o dirigente ver um departamento de responsabilidade social se transformar em fundação, como é o caso da Fundação Barcelona, Fundação Real Madri ou Fundação Milan é algo que provoca entusiasmo. “Essas grandes estruturas realizam iniciativas que viabilizam projetos ligados ao esporte e à responsabilidade social. Iniciativas que aqui no Brasil não se consegue desenvolver, por exemplo, que visam manter alunos nas escolas em turno integral, esses grandes clubes conseguem realizar em várias partes do mundo. Essa capacidade de possibilitar a aprendizagem por meio de profissionais capacitados, com alimentação, recreação e estrutura adequada, em comunidades que necessitam esse tipo de apoio isso é fantástico. É realmente inclusão social pelo esporte”, conta. “O Barcelona faz um trabalho desses na África”, acrescenta ele.

Ações como as realizadas pela Fundação Barcelona são referências para Krebs e o Departamento de Responsabilidade Social do Grêmio. “Sabemos que é um caminho longo. Temos que fazer isso passo a passo e sabendo onde queremos chegar. E que seja uma ação permanente e integrada aos valores do clube”, diz.

Planejamento até 2020 guia as ações sociais da FECI no Inter

Lúcio Ignácio Regner, Diretor presidente da FECI. Foto: Thales Barreto/ Conexão Grenal

No Internacional as ações sociais já são uma bandeira antiga, segundo Lúcio Ignácio Regner, Presidente da FECI – Fundação de Educação e Cultura do Sport Club Internacional, o time do Gigante da Beira Rio é pioneiro no mundo em atuação social. A biblioteca do Internacional iniciou em 1943 para que os atletas, familiares e dirigentes tivessem um espaço de entretenimento e leitura.

Em 1975 criou-se a FECI, para unir a biblioteca a uma proposta de ações sociais, para expandir os horizontes do clube e realizar ações para beneficiar a comunidade de alguma forma. Desde então a FECI não parou mais e já se vão 40 anos de ações sociais e culturais. “Nós queremos pleitear um terreno para construir uma sede própria, museu e salas apropriadas para o ensino de música e ginástica olímpica”, conta Lúcio Regner. A construção de uma estrutura própria está no planejamento definido até 2020. “Estamos no primeiro ano do nosso planejamento”, diz Regner.

Alexandre Ribeiro, vice presidente de Relacionamento social do Inter. Foto: Thales Barreto/ Conexão Grenal
Alexandre Ribeiro, vice presidente de Relacionamento social do Inter. Foto: Thales Barreto/ Conexão Grenal

Os consulados do Inter, na ativa desde 1948, apesar de pouco divulgado, realizam ações sociais o tempo todo, nas mais diversas localidades do Estado do Rio Grande do Sul, no Brasil e no mundo. “O pessoal costuma se reunir para fazer um churrasco e pensar em alguma ação para ajudar a comunidade local”, diz Alexandre Ribeiro, Vice Presidente de Relações Sociais e responsável pelos consulados do Inter. “São mais de 700 consulados espalhados pelo mundo. Alguns mais organizados que os outros, uns maiores, outros menores, mas cada um representa o clube a sua maneira”, diz Ribeiro.

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