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#Retrospectiva2016: O ano do primeiro rebaixamento colorado

Ao terminar o estadual com a conquista do hexacampeonato, Paulão – que foi alçado a ídolo colorado, declarou que o Internacional deveria entrar no Brasileirão 110% ligado, que seria preciso se doar mais que os adversários para levar o caneco levantado pela última vez em 1979.

Foi com o pezinho no chão que o Inter estreou diante da Chapecoense com um empate sem gols no Beira-Rio. A sequência parecia complicada, mas o colorado superou o São Paulo, no Morumbi, e o Santos, na Vila. Entre esses dois jogos teve a vitória contra o Sport, no Gigante.

Foto: Ricardo Duarte/ Inter

A fase positiva se manteve e o Inter flertava com o topo da tabela, assumindo a liderança na quinta rodada ao bater o Atlético Paranaense, em casa, pelo placar de 1 a 0. A derrota para o Vitória, também em seus domínios, afastou o colorado momentaneamente da ponta, lugar que reassumiria ao bater o América Mineiro. Na oitava rodada a vítima foi outro time de Minas Gerais, desta vez o Atlético, que saiu derrotado por 3 a 1.

A empolgação era grande com a boa fase. Argel pregava o pezinho no chão para o Inter seguir focado em seus objetivos. O que o treinador colorado não esperava era que as coisas começariam a mudar. Nos cinco jogos seguintes o Inter somou apenas um ponto oriundo de um empate com o Coritiba. As 4 derrotas foram para Figueirense, Botafogo, Flamengo e Grêmio, no clássico em que o treinador havia prometido arrumar a casa e “passar o trator”.

Foto: Ricardo Duarte/ Inter

Mesmo com a derrota por 1 a 0 para o rival em casa, Argel foi mantido e comandou o Inter na derrota por 1 a 0 para o Santa Cruz, no Arruda. Era o fim da linha de Fucks. Com a saída do treinador era hora de mudar. Piffero chama Paulo Roberto Falcão para salva o Inter de uma situação incômoda. Neste momento o colorado ocupava a 9ª colocação.

Foto: Ricardo Duarte/ Inter

O Rei de Roma comandou o colorado na reta final do primeiro turno e não conseguiu vencer nenhuma partida. Em 5 jogos foram 3 derrotas e 2 empates, um deles diante da Ponte Preta, fora de casa, em uma partida marcada pelos erros de arbitragem. Falcão não trouxe a mudança que o Internacional precisava e deixou o clube de seu coração na 13ª colocação, somando apenas 3 pontos em 30 disputados.

Com a situação delicada era preciso que um outro nível de esquadrão assumisse a operação. Era preciso uma tropa de elite. Piffero chama a Swat Colorada para assumir o futebol do Clube. Fernando Carvalho, Ibsen Pinheiro, Newton Drummond e Celso Roth são apresentados nas primeiras horas do dia 9 de agosto. O primeiro compromisso era contra a Chapecoense, em Chapecó. Derrota, no finalzinho, por 1 a 0.

Swat Colorada Foto: Divulgação/ Inter

As coisas começaram a mudar quando o Inter conseguiu dois empates seguidos, diante de São Paulo e Sport, e a vitória, em casa, contra o Santos fez a torcida colorada se animar. As coisas voltariam a dar errado com a sequência de resultados negativos diante de Atlético Paranaense, Vitória, América-MG e Atlético-MG. Neste momento o colorado já havia beijado a zona de descenso ao ser derrotado pelo Coelho na 26ª rodada.

Percebendo a situação tensa que o clube se encaminhava, o torcedor colorado resolveu abraçar a equipe e, em seus domínios, o Internacional teve bons momentos, como as vitórias seguidas diante de Figueirense, Coritiba e Flamengo, que fizeram o clube sair da zona da confusão e ocupar a 16ª posição com 36 pontos.

Foto: Lucas Uebel/ Grêmio

Embora o empate sem gols contra o rival, na Arena, tenha sido considerado um bom resultado, o placar zerado diante do Santa Cruz foi um choque de realidade para a torcida, mesmo assim o Inter continuava fora da zona de queda. O colorado voltaria para a área de rebaixamento na rodada 34, quando foi derrotado pelo Palmeiras pelo placar de 1 a 0, no Allianz Parque. Entre este jogo e o confronto contra a Ponte Preta houve um hiato no futebol brasileiro de 11 dias, nesse período Roth falou que se o clube não vencesse o penúltimo jogo em casa ele caminharia para o desconhecido. O empate em 1 a 1 no Beira-Rio sentenciou a saída de Celso do comando do time. Para as últimas três partidas foi chamado Lisca, ligado ao clube seria o treinador que tentaria evitar o caminho desconhecido.

Foto: Ricardo Duarte/ Inter

As três últimas partidas foram melancólicas. Uma derrota com um penal irregular diante do Corinthians, em Itaquera, uma vitória, em casa, contra o Cruzeiro com direito a um belo gol de Valdívia e um empate desinteressante em Mesquita-RJ, contra o Fluminense. Com 11 vitórias, 10 empates e 17 derrotas, somando assim 43 pontos em 38 jogos, o Inter estava rebaixado pela primeira vez na sua história para a segunda divisão do futebol brasileiro.

Escrito por Thales Barreto

Sou Thales Barreto, 34 anos, jornalista e pós graduado em Influência digital: Conteúdo e Estratégia pela PUCRS, especialista em WordPress e em produção de conteúdo para a web.
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