- Da arquibancada, Opinião

Treinador bom é aquele que ninguém lhe dá Bola

O Colorado Odair é um cara que trabalha muito, e muitas vezes não é compreendido por suas escolhas, mesmo quando precisa tirar leite de pedra.

Ele também deve ficar horrorizado quando precisa fazer suas substituições estranhas, devido o minguado elenco Colorado. É duro de assistir o Internacional jogando feio e daí? 

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Este grupo montado pela direção sempre foi fraquinho, corajoso, unido, com muita vontade, guerreiro que possui transpiração dentro do campo.
Sabemos que este time está indo mais longe do que esperado, inclusive está invicto dentro do Beira-Rio, firme no G4, na vice-liderança e quase na LBA 2019. Os outros times com muito mais jogadores com capacidade técnica e de renomes,  continuam atrás de nós neste acirrado Brasileirão. 

Estive refletindo sobre a situação do jogador de futebol, receber muito mais que muitos trabalhadores, para tentar às vezes fazer dentro do campo de jogo, algo totalmente individual mesmo não sendo um grande craque e vencedor.  Acredito que ele não conseguiria treinar, manter a forma para jogar em alto nível de desempenho, sem ter o seu Treinador e outros profissionais ali colados nele diariamente.

Foto: Ricardo Duarte/ Inter

É estranho entender que quem não passa e nem recebe a Bola, deveria ser melhor remunerado, porque normalmente recebe muito meno$, para dar o seu treinamento diário e tantas  orientações de fundamentos técnicos, táticos e psicológicos.

Junto com outros companheiros, o treinador tenta fazer um grupo de jogadores ter um desempenho tri competitivo e harmonioso em prol de todos, ainda mais vestindo a camisa tão valiosa do nosso Internacional.
Muitas vezes no grupo até existe aquele craque que pensa durante a partida, e consegue jogar por quase todo o time, devido a sua qualidade extra classe.

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Coitado deste treinador que fica ali na lateral do campo dando chute no ar, gritando com seus comandados, incentivando, brigando com a arbitragem, torcida, porque apenas deseja participar muito mais do jogo, recebendo a Bola para mostrar aos jogadores, o que ele imagina que seja tão fácil de fazer. Durante a partida o salário mínimo tem que jogar junto com a mega remuneração, mas o treinador fica ali vivendo a sua sofrência na área técnica, sem que ninguém lhe dê ouvidos e a Bola para fazer o seu Gol.

O Odair Hellmann até que não chora e nem recebe muito pelo o seu trabalho, apenas escala os jogadores que acredita estar em melhores condições física, técnica, e seja o que Deus quiser, Amém.
Dá lhe Internacional!!!

Escrito por Dorian Bueno

Titular da coluna Da Arquibancada.
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