Douglas sai no momento certo

Douglas sai no momento certo

13/12/2018 0 Por Wesley Dias

Após 3 anos vestindo a camisa tricolor nessa sua segunda passagem, Douglas se despediu do Grêmio nessa última segunda-feira (10). O “maestro pifador” como era carinhosamente chamado pelo torcedor, encerrou a sua trajetória no clube gremista com 253 jogos completados e 5 títulos no currículo. Apesar da despedida, Douglas segue descartando a possibilidade de se aposentar nesse momento.

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Ciclos precisam ser finalizados. E o melhor ainda é quando eles são encerrados de forma positiva. Douglas foi um jogador extremamente vitorioso pelo Grêmio. Desde o inicio, a sua efetividade em campo agradava em demasia o torcedor. Com seu estilo clássico de jogo, chegou também a ser chamado constantemente de o “último 10” pelos gremistas. Na sua primeira passagem pelo tricolor, o meia estava no auge da sua forma física e em 2010 conquistou o Campeonato Gaúcho, sendo esse o seu primeiro título com o time. Sua primeira passagem se encerrou no dia 31 de Dezembro de 2012, com 116 jogos e 25 gols marcados.

Foto: Lucas Uebel/ Grêmio

Dois anos depois, Douglas retornou ao Grêmio para aquele que seria o seu período mais vitorioso com a camisa gremista. Já mais experiente, o meio-campista chegou com um discurso bastante pés no chão que indicativa como deveria ser a sua postura em campo dois anos depois de sua última passagem. O camisa 10 ressaltou que não chegaria dando carrinho para mostrar vontade em campo, pois não é da sua característica. Ainda também pontuou que ficar correndo o tempo inteiro e dando carrinho para iludir o torcedor, é algo que não lhe servia. As declarações do atleta fora bem condizentes com a forma como ele se portou e foi utilizado em campo nesses últimos três anos. Sabendo da característica do jogador, tanto Roger Machado quanto Renato Portaluppi o utilizaram de forma mais descompromissada com a marcação e totalmente voltada para a criação de jogadas da equipe. Desta forma que o meia brilhou pelo Grêmio e alcançou os seu momento de maior glória pelo clube.

Em 2016 foi peça fundamental para a conquista da Copa do Brasil pelo Grêmio.Com gols e principalmente assistências, Douglas dominava as ações do meio-campo tricolor. Protagonizou ótimas atuações pelo time gaúcho na competição. Tanto que tamanha competência foi confirmada com o prêmio de melhor jogador da competição, que coroou o seu rendimento extremamente positivo no torneio nacional.

Infelizmente, aquele ano 2016 seria o último em alto nível de Douglas com o time comandado por Renato Portaluppi. Em alta por tudo que produziu no ano anterior, o “maestro” tomou uma “ducha de água fria” ao sofrer uma lesão logo na arrancada da temporada de 2017. O rompimento do ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo fez o jogador ficar mais de 8 meses longe dos gramados. Com isso, Douglas praticamente perdeu toda temporada gremista e não pode se fazer presente de forma ativa na conquista da Libertadores da América.

Foto: Lucas Uebel/ Grêmio

Já em 2018, o ano de Douglas foi bastante abreviado. Já não mais titular da equipe, o meia se viu tendo que aguardar oportunidades esporádicas para mostrar seu futebol. O condicionamento físico dele já não era mais o mesmo. A lesão realmente prejudicou demais o andamento da carreira do atleta na instituição gremista. Lento, Douglas não tinha mais um futebol compatível com o qual Renato organizava o Grêmio. Após a lesão do camisa 10, Renato Portaluppi se viu obrigado a adequar sua equipe a realidade que vivia. Sem um jogador cadenciador, a equipe passou a ser mais veloz e teve resultado extremamente positivo em 2017 e 2018.

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Mesmo que o Grêmio tenha se ajeitado sem a presença de Douglas pelos últimos anos, isso não significa de forma alguma que ele se tornava um jogador descartável na equipe. Ele teve os seus momentos de brilhantismo e assim como qualquer outro atleta chegou ao seu limite. O Grêmio teve muitos méritos na figura de Renato ao conseguir reconfigurar um Grêmio que estava muito bem encaixado com o seu “maestro pifador” no centro do campo, ditando o ritmo do time. Douglas, na minha visão, sai no momento certo. Fez tudo que podia no tricolor e ajudou o clube a voltar a ser vencedor. Contribuiu e muito para essa arrancada de vitória e títulos que o clube segue trilhando. O seu encerramento no time gaúcho pode não ter sido dos melhores, mas certamente o torcedor irá ficar na memória com somente os ótimos momentos que o “Doga” 10 proporcionou ao seu time do coração!