Foto: Ricardo Duarte/ Inter
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À espera por Paolo Guerrero

Nessa semana, o atacante Paolo Guerrero começou a treinar pelo time do Internacional. Com o final da determinação que o impedia de treinar, o atacante colorado fez treinamentos físicos e desta forma começou de vez a sua preparação para poder atuar a partir do dia 5 de abril. Enquanto isso, a torcida vermelha aguarda ansiosamente a estreia do centroavante. Com isso fica a seguinte pergunta: O que o torcedor poderá esperar do seu novo reforço?

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Mesmo tendo sido contratado no ano anterior, Paolo Guerrero é o principal reforço do time em 2019, já que não pôde atuar em 2018. O atacante chega para ser o camisa 9 que o torcedor tanto sonhava. O titular incontestável da posição que há um bom tempo a equipe não tem. Porém, não bastará somente o empenho e qualidade de Guerrero para que ele chegue assumindo com propriedade a titularidade nesse setor tão contestado. Claro que recursos como esses serão extremamente importantes para o sucesso do atleta peruano, mas, mais do que isso, será necessário que ele tenha um bom grupo de meio campistas a sua volta.

Foto: Ricardo Duarte/ Inter
Foto: Ricardo Duarte/ Inter

Ano após ano o problema colorado é o mesmo. A ausência de uma variedade maior de meio campistas é uma situação recorrente no clube. Vire e mexe o time fica refém de jogadores específicos para o setor, e não se sabe o que fazer quando porventura os perde na temporada. Seja por venda ou por um declínio técnico previsível para uma temporada tão exaustante. Atualmente, o Internacional costuma utilizar D’Alessandro e Patrick como os meias avançados. Nada muito diferente do ano passado. Mas a grande questão é que atualmente não está sendo possível notar um alinhamento em campo entre os dois meias avançados.

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D’Alessandro mesmo com um preparo físico já mais comprometido, segue sendo eficiente a sua proposta. Sua visão privilegiada em campo para a criação de jogadas e liderança, ainda o faz ser uma figura importantíssima. Já Patrick vem decepcionado de forma recorrente o torcedor. Críticas essas que já se iniciaram de uma forma mais frugal na temporada passada. Com a sua queda de rendimento, D’Alessandro volta a ser aquele atleta sobrecarregado do meio campo como em outros anos. E isso pode ser um tanto prejudicial para que Paolo Guerrero se ajeite na equipe.

Guerrero é o chamado 9 de oficio. Não costuma ser um atleta que se movimento muito além da grande área. Por ser caracterizar como um ataque goleador, procura sempre estar próximo da meta em localidade onde possa ter uma clareza maior visando a finalização, ou se postando dentro da área a procura do jogo áreo.

Foto: Ricardo Duarte/ Inter
Foto: Ricardo Duarte/ Inter

Portanto, analisando algumas de suas características, Paolo é um atacante que conta muito com o auxílio de bons armadores para que os seu principais recursos sejam explorados. Sendo ele o finalizador, necessita ter ao seu entorno um meio-campo alinhado e capaz de fazer a bola chegar até ele, e desta forma jogar para o avançado peruano a responsabilidade de aproveitar todas as chances que lhe são fornecidas.

Claro que condicionar o sucesso de Guerrero apenas ao encaixe do meio-campo colorado pode ser considerado uma transferência de responsabilidade e talvez um argumento para um possível insucesso do centroavante. Concordo. De nada adianta o setor centra do time encaixar, fazer sua parte e Paolo não corresponder com gols. Mas o argumento que utilizo não tem o objetivo de colocar a responsabilidade somente em um personagem ou outro.

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Uma equipe somente funciona se todas as peças se encaixam. E minha explanação vai nessa direção. Um bom aproveitamento de Paolo Guerrero está condicionado a um melhor encaixe do meio-campo do Inter, e os esforços do meio-campo colorado somente valerão a pena se Guerrero estiver bem colocado e atento para corresponder a esse empenho para servi-lo.

Mesmo que um pouco tardiamente, vejo Paolo Guerrero como um bom reforço para o primeiro semestre do Internacional. O atacante poderá retornar aos campos apenas a partir de abril, mas antes disso a direção colorada planeja alguns jogos-treino para aproximá-lo mais da realidade de uma partida. Por mais que a intensidade não seja a mesma, esses jogos servirão muito bem para que o atleta volte a ter noções em campo após tanto tempo impossibilitado de atuar.

Acredito que Guerrero possa trilhar um caminho de muito êxito no clube gaúcho. De inicio a torcida precisará ser muito paciente com o jogador, mas vejo que com a “fome de bola” que o peruano tem apresentado nos seus primeiros treinos físicos pelo colorado, a tendência do Inter ganhar um reforço bastante disposto a dar o seu melhor é grande!

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