Foto: Paulo Pinto/ Saopaulofc.net
- Opinião

Efetivações demais e qualidade de menos

A eliminação do São Paulo na primeira fase da pré-Libertadores na última quarta-feira, dia 13 de fevereiro, pode ter sido o fim da linha para o trabalho do treinador André Jardine. Com 10 jogos em 2019, somando 3 vitórias, 1 empate e 6 derrotas, um total de 33,3% de aproveitamento, o gaúcho está com o cargo ameaçado.

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Formado como técnico de base no Internacional no período de 2003 até 2013, o porto-alegrense também comandou o futebol sub-17 do Grêmio de 2013 a 2015, quando rumou para capital paulista onde trabalhou na categoria sub-20 e atualmente estava efetivado como técnico do time principal do São Paulo.

Porém, a recente eliminação do tricolor paulista traz de volta o debate acerca da nova geração de técnicos no Brasil. Nos últimos anos tivemos uma boa quantidade de revelações interessantes no país, passando por Roger Machado, Fábio Carille, Odair Hellmann, Tiago Nunes e, até o momento, Rogério Ceni. Mas, no meio destes nomes surgiram apostas demasiadamente arriscadas e decepções como André Jardine, Osmar Loss, Maurício Barbieri e Jair Ventura.

Assim, o questionamento que fica é: Estariam os times brasileiros apostando demais em novos técnicos?

Particularmente acredito que sim, na sede de revelar novos talentos e ainda arcar com pouco custo salarial, as equipes brasileiras andam efetivando profissionais que notadamente ainda não estão preparados para assumirem este cargo ou não possuem perfil para tal. Cito dois exemplos:

O Primeiro é Roger Machado, que enquanto auxiliar-técnico do Grêmio sempre que foi solicitado para ser interino apresentou bom desempenho e atitude de comandante, mostrando que já caminhava no objetivo de ser treinador profissional.

Outro exemplo é o próprio Jardine, que desde a época de Grêmio nunca conseguiu ter um bom desempenho como interino e, com o passar do tempo, não apresentou grande evolução quando solicitado no São Paulo. Algo que causou mais estranheza ainda quando o mesmo foi efetivado ao final de 2018.

Por fim, acredito que está faltando critério e uma análise mais aprofundada dos profissionais na hora de efetivar um novo comandante. Muitas vezes alguém pode acabar queimando toda uma trajetória no futebol por causa de um planejamento mal feito. Enquanto, às vezes, com uma análise precisa pode surgir um auxiliar-técnico consagrado como é o caso de Alexandre Mendes, braço direito de Renato Portaluppi.

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