Derrota para o Santos demonstra que Grêmio ainda vive fase instável na temporada

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Foto: Lucas Uebel/ Grêmio

O Grêmio começou o Brasileirão 2019 com um tropeço. Na Arena, foi derrotado pelo Santos por 2-1, gols de Eduardo Sasha, Felipe Jonatan e Éverton. Foi uma grande partida, movimentada, com muitas chances de gols. Mesmo assim, a derrota demonstra que o Grêmio ainda vive uma fase instável na temporada, oscilando bons e maus momentos.

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Na última terça-feira, 23, o tricolor gaúcho conseguiu uma vitória importante na Libertadores, 2-0 sobre o Libertad no Defensores del Chaco. O resultado foi importante, pois aliado ao empate entre Rosario Central e Universidad Católica, dá ao Grêmio a vantagem de jogar pelo empate com os chilenos na última rodada da primeira fase. Além disso, foi uma atuação muito segura da equipe gremista. Tomou a iniciativa, dominou o meio-campo, teve paciência para construir a vitória. Os mais empolgados acreditaram que o Grêmio tinha reencontrado seu melhor futebol.

Porém, nesse domingo a equipe enfrentou várias dificuldades diante do Santos. Renato afirmou na entrevista que não foi surpreendido, mas em campo o tricolor entrou sem saber direito o que fazer para fugir da marcação alta santista. Logo aos 5’, Sasha aproveitou uma indefinição de Kannemann na marcação e abriu o placar. O Grêmio demorou entrar no jogo, mas conseguiu se adiantar e passou a ocupar o campo ofensivo. Mas esbarrava na compactação defensiva adversária. Nessas circunstâncias, fica evidente a lentidão da transição ofensiva gremista, que acaba tornando o time previsível.

Foto: Lucas Uebel/ Grêmio
Foto: Lucas Uebel/ Grêmio

Para piorar, os pontas Alisson e Éverton fizeram uma etapa inicial muito fraca, sem vitória pessoal. O camisa 23 ainda falhou no segundo gol do Santos, quando permitiu que Felipe Jonatan o antecipasse para fuzilar Paulo Victor na sobra do escanteio. Nas poucas vezes que envolver a marcação, Léo Gomes parou em Vanderlei e André fez o gol, mas Cortez estava impedido. Em alguns momentos, o time ainda tentou cruzamentos na área, obviamente, sem sucesso. A primeira etapa terminou com vantagem justa do Santos.

No 2º tempo, Renato mexeu cedo – poderia tê-lo feito no intervalo, inclusive. Diego Tardelli entrou no lugar de Alisson e foi a melhor notícia para os gremistas no jogo. Logo trocou de lado com Éverton, ocupando mais o lado esquerdo. Mas se movimentou muito, circulou por todo o ataque, fez diagonais em direção à área, demonstrou maior entrosamento com os companheiros. Finalmente mostrou o futebol que dele se espera. Luan também entrou bem, ainda que não no seu melhor nível.

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O Santos continuava levando algum perigo quando escapava nos contra-ataques, mas a etapa final foi gremista. O tricolor foi pra cima, criou chances, fez Vanderlei trabalhar, acertou a trave, desperdiçou chances incríveis. Na última cartada de Renato, Vizeu substituiu Cortez. Mas o Grêmio só conseguiu descontar nos acréscimos, com Éverton, em jogada que ele e Tardelli apareceram pela direita. Mesmo assim, no 2º tempo a atuação gremista foi boa. O time teve indignação com o resultado, foi pra cima, fez boas combinações. No fim, os erros na defesa e no ataque custaram caro diante de um Santos mais preciso e letal. Foi uma grande partida, decidida no detalhe e com gosto amargo para os tricolores.

Essa oscilação dentro do próprio jogo mostra, mais uma vez, que o Grêmio vive ainda uma fase instável na temporada. Busca a melhor formação, tanto pela saída quanto pela chegada de alguns atletas, além de esperar a melhor forma técnica e física de jogadores importantes. Assim, alterna atuações mais seguras com partidas em que sente muita dificuldade de fazer o seu jogo. Claro, há méritos dos adversários também, mas inegável que o time busca ainda seu melhor nível. Em 2017 e 2018, a equipe estava mais afirmada nessa época do ano. A campanha na Libertadores é um reflexo disso.

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É bom ou ruim? Depende da resposta que o grupo e a comissão técnica vão conseguir dar, bem como de nomes importantes da equipe recuperarem a forma e do treinador encontrar a melhor formação. Há condições para isso e não há tempo a perder. O Brasileirão já começou e, dia 8, o time tem uma decisão na Libertadores. Mesmo com a vantagem do empate, é bom estar no dia bom.

Vladson Ajala

Vladson Ajala

Jornalista formado na Unipampa e estudante de Direito na URI São Luiz Gonzaga. Apaixonado por futebol.

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