Brasil decepciona em derrota para a Austrália

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Foto: Divulgação/ Fifa

O cenário ideal parecia estar formado para mais uma vitória brasileira nesta Copa do Mundo. Vindo de uma grande exibição diante da Jamaica, o time comandado por Vadão contava com o retorno da craque Marta. Além disso, as brasileiras tinham a vantagem de 2 a 0 no placar até os 38 minutos da etapa inicial. Porém, após um segundo tempo irreconhecível, a seleção acabou por amargurar a sua primeira derrota neste mundial.

Enfrentando uma equipe pressionada por vitórias após largar mal na estreia, o Brasil encontrou algumas dificuldades iniciais diante das australianas. As adversárias partiram para cima desde o inicio, forçando assim a seleção brasileira ficar mais na retaguarda. Porém, com o passar do tempo, Marta e companhia começaram a se encontrar na partida. O retorno da camisa 10 trouxe ainda mais qualidade para o meio-campo, já que o seu estilo de articulação é único. Mas isso não quer dizer que o time funcionou em torno de Marta. Muito pelo contrário. O Brasil apresentou um estilo de jogo bastante familiar com o de sua estreia na competição. Uma seleção de toques rápidos, e chegada com rapidez até a meta adversária.

Apesar de toda movimentação do jogo, o gol inaugural saiu de bola parada. E esse gol carregou consigo um peso histórico incrível! Ao converter essa penalidade, Marta chegou a 16 gols com a amarelinha e igualou Miroslav Klose em recordes de gols por Copas do Mundo.

Foto: Divulgação/ Fifa
Foto: Divulgação/ Fifa

Na sequência o Brasil seguiu tendo um bom controle do confronto. Quando não articulava pelo meio, a primeira válvula de escape das atletas brasileiras era pelo flanco esquerdo. Lado esse sempre muito fortalecido ofensivamente pela lateral Tamires e a meia-atacante Debinha. Ambas protagonizaram boas tramas ofensivas no embate dessa tarde. Tanto que o segundo tento brasileiro se constituiu com ambas. Tamires articulou com Debinha, e a camisa 9 brasileira partiu em velocidade até a linha de fundo. Após isso efetuou um ótimo cruzamento para Cristiane marcar o seu 4° gol no torneio.

Até esse momento tudo parecia bastante encaminhando, mas as comandadas de Vadão já viram as australianas diminuírem a diferença ainda no primeiro tempo.

Foto: Divulgação/ Fifa
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Na etapa final faltou atenção para as brasileiras. Com o resultado nas mãos, o óbvio seria administrar a partida e levar mais três pontos na disputa. Mas apesar dessa proposta ter se mostrado efetiva até a metade do segundo tempo, a seleção canarinho proporcionou muitos espaços para a Austrália. Muito disso pode ser atribuída a saída de Formiga. A volante era uma das principais protetoras do meio-campo. Sua saída deixou o meio bastante exposto, e ainda de quebra prejudicou o setor criativo do time. Sem contar que Marta também foi substituída nessa circunstância. O que contribuiu ainda mais para o declínio coletivo.

Foto: Divulgação/ Fifa
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A virada da Austrália se constituiu na sua principal virtude: a bola aérea. Mas curiosamente o segundo gol adversário veio de uma bola pelo alto que passou por todo mundo, indo direto para o fundo da rede. Sem qualquer desvio. E o terceiro contou com um desvio infeliz da brasileira Mônica. O primeiro foi convertido por Foord.

Agora ficou tudo para a última rodada! O embate será contra a complicada Itália. Confronto onde somente a vitória interessa!

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