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Quem foi Foguinho, último técnico tricampeão Gaúcho pelo Grêmio antes de Renato?

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Na tarde do último domingo, o Grêmio treinado por Renato Portaluppi sagrou-se novamente campeão Gaúcho. Não só campeão, tricampeão, com direito a artilheiro e craque do campeonato, conquistas de Diego Souza e Everton Cebolinha, respectivamente – o último já tendo deixado o clube.

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O feito se faz maior quando voltamos ao passado e relembramos o histórico tricolor. O Grêmio chegou ao tricampeonato pela última vez em 1987, mas havendo troca de treinadores ao longo do percurso. Curiosamente, sempre que alcançou o tri, o clube estendeu sua sequência nos anos seguintes. A última vez em que chegou ao tricampeonato consecutivo mantendo a mesma comissão técnica foi no ano de 1958, na presidência de Ary Delgado e sob comando de Oswaldo Rolla, introdutor do Futebol-Força no Rio Grande do Sul e conhecido como Foguinho, devido à coloração ruiva de seus cabelos. Mas quem diabos foi Foguinho?

Foto: Wikipédia
Foto: Wikipédia

Nascido na capital gaúcha no longínquo 1909, Oswaldo Azzarini Rolla deve ser definido como atleta nos principais sentidos da palavra. Praticante de pólo aquático, natação e halterofilismo, sempre se orgulhou de suas origens como auxiliar de alfaiate, profissão que o acompanhou até além de 1928 quando fez sua estreia. Meia dedicado, armador e artilheiro, ajudou a implantar no Rio Grande do Sul e principalmente no Grêmio a imagem de raça, força física e dedicação. Dentre suas tantas histórias fica a introdução de refletores no estádio da Baixada, justamente para que Foguinho pudesse treinar à noite, tamanha era sua dedicação, além da célebre final do campeonato Farroupilha de 1935, onde conta-se, Lara teve seu fatídico fim e em que Foguinho participara com um gol e uma assistência.

Após largar o futebol e de 14 anos de Grêmio, resolveu atuar como árbitro nos anos 40 para só nos anos 50 começar sua carreira como técnico. Como treinador do Cruzeiro de Porto Alegre, em 1953, realizou uma excursão pela Europa onde viu na Seleção Húngara tudo aquilo que sempre sonhara no futebol: movimentação, ocupação de espaços e força física. A Hungria havia sido campeã Olímpica um ano antes e encantava o mundo sendo na sequência vice campeã da Copa do Mundo no ano seguinte.

Em 1955, Foguinho enfim aceita o convite feito por Luiz Carvalho, ex-atacante tricolor e amigo próximo e se torna técnico do Grêmio, onde pode implantar com maestria suas ideias de Futebol-Força, apoiadas na força física e no modelo 4-3-3 húngaro da época. Ficaram famosos no clube e no recém inaugurado estádio Olímpico seus puxados treinos, nos quais jogadores subiam e desciam correndo, as arquibancadas, às vezes até carregando uns aos outros. Em 1958, Foguinho chegou ao tricampeonato Gaúcho, marcando de vez seu nome da história do clube e alcançando o penta em 1960. O time formado pelo técnico ficaria marcado nos anos 50 e 60 como um dos maiores da história do clube, tendo jogadores como Gessy, Airton Pavilhão, Juarez e Alcindo e alcançando a marca de 12 títulos gaúchos em 13 disputados.

Foguinho treinou diversos clubes até 1966, chegando a assumir o Inter em 1968, com rápida passagem novamente pelo tricolor em 1976, tornando-se na sequência, comentarista do clássico Sala de Redação da Rádio Gaúcha, e podendo ser considerado um dos maiores nomes da história do Grêmio e do esporte no Rio Grande do Sul como um todo.

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