Foto: Ricardo Duarte/ Internacional
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Ramirez é apresentado como novo técnico do Internacional

O Internacional apresentou, nesta sexta-feira, o técnico Miguel Ángel Ramirez. O espanhol chega com contrato até o final de 2022. Após passear pelas dependências do clube, falou com a imprensa de forma remota.

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Antes de Ramirez falar, Alessandro Barcellos, presidente colorado, João Patrício Hermann, vice de futebol, e Paulo Bracks, diretor executivo do clube. Deram as boas-vindas para o novo treinador.

Veja as principais declarações de Ramirez

“Estamos crentes de que a torcida colorada vai se sentir orgulhosa de sua equipe, vai gostar do que vai ver. Eu não entendo o futebol como outra coisa que não seja espetáculo. Se paga para se divertir, para ver um espetáculo. E, obviamente, para ganhar. Ninguém joga parar perder. Desde pequenos, no pátio do colégio, aprendemos a jogar para ganhar. Senão, não joga. Nós viemos aqui para ganhar. Vamos fazer tudo que esteja em nossa mão, todas as horas do dia, para convencer um grupo de jogadores que tem um nível muito alto.”

“Eu vi ao vivo o jogo que ganharam do Barceolona e foram Campeões do Mundo. Desde pequeno, víamos os clubes brasileiros, mais que qualquer outro continente. Chegavam jogadores brasileiros muito grandes na Espanha, faziam a diferença, eram ídolos para nós. É uma oportunidade de trabalhar com ídolos de hoje e os que podem ser ídolos amanhã, em um clube tão grande. Vi um vídeo do Beira-Rio cheio de gente que me deixou arrepiado. Tomara que passe tudo isso para podermos aproveitar. Quando viver esse momento vai ser único e creio que poderei dizer que valeu a pena vir para cá.”

“Creio que no geral o ser humano tem um lado obscuro. Vivo numa ilha muito perto da África. Chegam todos os dias imigrantes na costa buscando uma vida melhor. Há muito pessoas que se sentem donos da ilha e rechaçam os que entram. Como se ter nascido nessa ilha os fizessem donos de lá ou superiores aos que entram. Eu tive a sorte de ser migrante também e ser acolhido nos países em que estive. Não me considero de nenhum território, sou um cidadão do mundo. Tive a enorme sorte de me sentir respeitado e acolhido em cada país que estive, mas também tentei respeitar e me integrar em cada um desses países. No Qatar aprendi árabe, tentei ter os mesmos costumes, comer igual, me comportar conforme sua cultura e religião. Fiz o mesmo no Equador e não vai ser diferente aqui. Sempre vai ter gente que não quer estrangeiro no lugar em que se sentem donos, mas talvez façam mais barulho os que são poucos do que a grande maioria.”

Veja a entrevista coletiva

Escrito por Thales Barreto

Sou Thales Barreto, 34 anos, jornalista e pós graduado em Influência digital: Conteúdo e Estratégia pela PUCRS, especialista em WordPress e em produção de conteúdo para a web.
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